Baseada nas idéias da "ciência
espiritual" de Rudolf
Steiner, a Antroposofia (conhecimento do ser humano) é uma
filosofia que surgiu no início do século XX.
Steiner definiu a Antroposofia como “um caminho de conhecimento para
guiar o Espiritual do ser humano ao Espiritual do Universo.” Ele afirma
que as pessoas não são meramente observadoras separadas do
mundo externo e que a realidade surge somente na união
do espiritual e do físico – i.e., “onde o conceito e
a percepção se encontram".
O objetivo do antropósofo é tornar-se “mais humano”,
ao aumentar sua consciência e deliberar sobre seus pensamentos e
ações. Pode-se atingir altos níveis de consciência
pela meditação e observação dos fenômenos
da natureza e do próprio processo cognitivo. Steiner descreveu e
desenvolveu numerosos exercícios para a obtenção da
capacidade de experienciar o mundo supra-sensível.
A Antroposofia vê o ser humano constituído de três membros
inter-relacionados: o corpo, a alma e o espírito. Esta visão é completamente
desenvolvida nos livros de Steiner "Teosofia" e "A Ciência
Oculta".
A base epistemológica da Antroposofia está contida na obra "A
Filosofia da Liberdade", assim como na tese de doutoramento "Verdade
e ciência". Por
meio de seus primeiros livros, de cunho epistemológico e filosófico,
Steiner tornou-se um dos primeiros filósofos europeus a superar
a ruptura entre sujeito e objeto que Descartes, a física clássica,
e várias forças históricas complexas gravaram na mente
humana ao longo de vários séculos.
Steiner ministrou vários ciclos de palestras para
médicos, terapeutas, educadores e agricultores. Seus ensinamentos se espalharam pelo mundo, e hoje existem milhares de profissionais que exercitam e praticam a pedagogia Waldorf, agricultura biodinâmica, euritmia, quirofonética, massagem ritmica, terapia artística, pedagogia curativa, terapia social, medicina antroposófica, odontologia integral.
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